Traficantes liderados por preso monitoravam a polícia para vender drogas no RS, revela investigação
Traficantes liderados por preso monitoravam a polícia para vender drogas no RS, revela investigação Ronaldo Bernardi/Agência RBS Uma investigação da Polí...
Traficantes liderados por preso monitoravam a polícia para vender drogas no RS, revela investigação Ronaldo Bernardi/Agência RBS Uma investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou que um grupo de traficantes que atuava em Butiá, na Região Carbonífera, monitorava a movimentação de viaturas e policiais para garantir a continuidade da venda de drogas na cidade. O grupo também é investigado por ameaçar agentes de segurança no estado. A descoberta ocorreu durante a Operação Cerco Fechado, deflagrada nesta quarta-feira (29), que resultou na prisão de 13 pessoas. O ponto central da apuração, conduzida pela 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (4ªDIN/Denarc), foi a descoberta de que os criminosos mantinham um sistema de vigilância contra a própria polícia. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a delegada Ana Flávia Leite, a análise de celulares apreendidos em uma fase anterior da investigação foi decisiva. Os dados extraídos dos aparelhos revelaram que os investigados trocavam informações sobre a presença de agentes perto dos pontos de venda e a movimentação de viaturas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As comunicações demonstravam preocupação constante com a repressão policial e indicavam que o grupo ajustava sua atuação para ocultar drogas e reduzir a exposição. “A apuração demonstrou que, quando um ponto estava temporariamente inativo, compradores eram encaminhados a outros locais, mantendo a continuidade da mercancia ilícita e evidenciando a estabilidade da associação criminosa”, explicou a Delegada Ana Flávia. A investigação, que durou quase um ano, também apontou que a associação criminosa era comandada de dentro do sistema prisional. Mesmo preso, o líder coordenava a distribuição de drogas, o fluxo financeiro e a ação dos comparsas em liberdade, usando celulares de dentro da cela. A análise dos celulares também permitiu à polícia reconstruir a dinâmica operacional do grupo, identificando a divisão de tarefas e a existência de diversos pontos de venda. As conversas mostravam negociações de drogas, cobranças via Pix e a articulação para entrega dos entorpecentes. A Operação Cerco Fechado cumpriu 15 mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão. Durante a ofensiva, foram apreendidas drogas, munições e acessórios ligados ao crime. VÍDEOS: Tudo sobre o RS